O documento “Investing in Education 2026” é um relatório de política educativa elaborado por especialistas da Comissão Europeia para orientar decisões governamentais na União Europeia. A publicação destaca que o investimento público no setor está a estabilizar em cerca de 9,7% da despesa total, um valor ainda inferior aos níveis registados antes da pandemia.
O foco principal da análise recai sobre a valorização da carreira docente, procurando estratégias para tornar a profissão mais apelativa e garantir a retenção de profissionais qualificados. Através de dados concretos, os autores Marco Montanari e Letizia Gambi defendem que o reforço financeiro é vital para enfrentar desafios geopolíticos e sociais crescentes. O texto serve, assim, como uma ferramenta para promover a qualidade do ensino e a melhoria dos ambientes de aprendizagem em todo o continente.
Tornar a profissão docente mais atrativa exige uma abordagem política integrada que aborde simultaneamente aspetos materiais (salários) e não materiais (condições de trabalho e valorização social)
Em síntese, embora salários competitivos sejam cruciais para a atratividade inicial, a retenção a longo prazo — sobretudo dos docentes mais experientes — depende diretamente da redução da carga de trabalho, do combate ao estresse e do aumento do reconhecimento social. (EduProfs)
Focus on the teaching profession
“Investing in Education” é um relatório anual da UE. É composto por duas partes:
A Parte 1 informa sobre a evolução do investimento na educação e analisa os indicadores mais recentes a nível da UE e nacional, bem como as tendências a longo prazo relativas à despesa pública na educação, comparando-as com a despesa pública noutras áreas políticas.
A Parte 2 tem um foco temático que muda todos os anos. O objetivo é fortalecer a base de evidências para apoiar o investimento em educação a nível da UE e dos países. O tema de 2026 baseia-se em dados do Inquérito Internacional sobre Ensino e Aprendizagem (TALIS) da OCDE de 2024 para identificar os fatores que podem tornar a profissão docente mais atrativa. Isto é particularmente relevante para as políticas públicas, uma vez que os custos com pessoal representam a maior categoria de despesas públicas com educação nos países da UE.
