quando analisamos os estudos internacionais sobre os salários dos docentes, Portugal não tem os piores
resultados. Segundo a OCDE, Portugal está a meio da tabela, liderada pelo Luxemburgo, pela Alemanha e pelo Canadá. Entre 2005 e 2020, nos países da OCDE, os salários dos professores do ensino básico e
secundário, com 15 anos de experiência, aumentaram entre 2% e 3%. Em Portugal, diminuíram 6%.
De acordo com um relatório da Comissão Europeia, que analisa os salários e os subsídios dos docentes das
escolas europeias, de forma geral, o nível médio de salário bruto está relacionado com o PIB per capita de
um país: por norma, quanto maior for o PIB per capita, maior será o salário médio dos professores nesse país.
O relatório mostra que os salários mais baixos são observados principalmente nos países que registam o PIB
per capita mais baixo (20 000€ ou menos) como a Grécia, a Letónia, a Lituânia, a Hungria, a Roménia, a
Eslováquia e a Sérvia. No lado oposto da análise, os salários mais altos registam-se nos países com o PIB per
capita mais alto (40 mil euros ou mais) como a Bélgica, a Dinamarca, a Alemanha, a Irlanda, a Holanda, a
Áustria, a Finlândia, a Suécia, a Islândia e a Noruega.
O estudo da Comissão Europeia vai mais longe e diz que em Portugal os docentes de todos os níveis e ciclos
de ensino auferem salários 35% superiores ao PIB per capita, tal como na Alemanha, no Chipre, na Holanda
e na Áustria.
professores concorda com a afirmação de que sua profissão é valorizada na sociedade, bastante inferior à
média dos países e das economias da OCDE (26%) que participaram no inquérito TALIS.