Depois da polémica com a questão do exame de Português do 12.º ano, igual à de livro de preparação para a prova e da auditoria solicitada pelo MECI à Inspeção Geral da Educação e Ciência (IGEC), o Conselho Científico do EduQA divulgou um parecer sobre o assunto.
“.. não parece aceitável considerar que um aluno que tenha utilizado o referido livro de apoio para preparação para o exame tenha obtido alguma vantagem na resolução do item em causa, visto que teve de produzir obrigatoriamente um novo texto no âmbito do exame. A menos, é claro, que o aluno tivesse memorizado a resposta dada aquando da preparação, o que se afigura muito pouco plausível, considerando que os alunos desconheciam por completo o conteúdo da prova de exame.”
Recomendação
Não obstante o exposto, e sem prejuízo da conclusão de que a situação
descrita não compromete, por si só, a equidade da prova, recomenda-se que
os suportes utilizados na construção dos itens sejam objeto de
procedimentos acrescidos de verificação prévia pelas equipas responsáveis
pela elaboração das provas e exames finais. Tal verificação não deve corresponder a um mero “estudo de mercado” exaustivo ou impraticável,
mas antes a uma diligência razoável de despiste da presença dos mesmos
suportes em materiais de preparação para exame amplamente divulgados,
manuais, cadernos de atividades, livros de preparação para exames ou
publicações comerciais recentes. Esta precaução permitiria reduzir o risco de
repetição de estímulos, evitar leituras públicas de favorecimento ou
desigualdade e preservar a confiança no processo de avaliação externa.
descrita não compromete, por si só, a equidade da prova, recomenda-se que
os suportes utilizados na construção dos itens sejam objeto de
procedimentos acrescidos de verificação prévia pelas equipas responsáveis
pela elaboração das provas e exames finais. Tal verificação não deve corresponder a um mero “estudo de mercado” exaustivo ou impraticável,
mas antes a uma diligência razoável de despiste da presença dos mesmos
suportes em materiais de preparação para exame amplamente divulgados,
manuais, cadernos de atividades, livros de preparação para exames ou
publicações comerciais recentes. Esta precaução permitiria reduzir o risco de
repetição de estímulos, evitar leituras públicas de favorecimento ou
desigualdade e preservar a confiança no processo de avaliação externa.
